4 de ago de 2013

CHICO BALANCEADO COM BANANA E SUA HISTÓRIA



CHICO BALANCEADO COM BANANA
2 xícaras de açúcar
5 bananas nanicas
1 lata de leite condensado
A mesma medida de leite
1 colher (sopa) de amido de milho
3 gemas
3 claras
6 colheres (sopa) de açúcar

MODO DE PREPARO

Caramelize um refratário com as 2 xícaras de açúcar
Reserve
Leve ao fogo em uma panela o leite condensado, o leite, as gemas peneiradas e o amido de milho até começar a ferver
Deixe amornar
Pique as bananas, em pedaços diagonais, com mais ou menos 1 cm de espessura
Disponha no refratário, sobre o caramelo frio, arrumando-as lado a lado
Despeje o creme sobre as bananas
Bata as claras em neve e acrescente, aos poucos, as 6 colheres de açúcar
Faça uma camada sobre o creme de leite condensado
Leve ao forno para dourar o merengue
Sirva gelado
Informações Adicionais;
Se você tiver maçarico culinário, pode montar em porções individuais e dourar a clara com o maçarico. Dica para quem não quer usar claras em neve cruas: Bata as claras em neve, leve ao fogo 6 colheres de açúcar cheias com 3 colheres de água, deixe até formar um caramelo bem clarinho (se tiver termômetro deixe a 118°C). Depois derrame essa calda nas claras em neve, batendo na batedeira até esfriar. A calda quente vai cozinhar a clara e vai ficar um merengue bonito e brilhante, ideal para dourar no forno ou com maçarico.



HISTÓRIA DO CHICO BALANCEADO

Em toda pesquisa, o Chico Balanceado desponta como típica iguaria gaúcha.
Mas, Santa Catarina e Paraná também disputam o doce. Na outra ponta do País,em Pernambuco, o doce tem o nome de Manezinho Araújo e, portanto, as regiões Sul e Nordeste se conectam por meio de um doce caminho de creme de ovos,banana e açúcar. Em  Minas Gerais, conhecido como Manezinho Araújo.

Mas afinal, qual é a origem desta receita? E qual foi o primeiro estado a eleger o doce como sobremesa? Uma pergunta que tentarei com calma buscar resposta para ela nos livros históricos sobre a gastronomia brasileira. Infelizmente esta curiosidade o São Google não foi capaz de matar.
Ou, se por acaso nada encontrar a este respeito, chegarei à conclusão mais simples: no Brasil, não temos registros precisos sobre a comida do passado e do presente. Não há codificação e, portanto, a evolução gastronômica se perde entre as antigas casas de fazenda, moendas, casas-grandes, roçados, senzalas, macombos e por aí vai.
Antigamente, a tradição era oral: a avó ensinava a mãe, que passava para a filha, que reproduzia para a neta. As nossas bisavós, na maior parte, eram analfabetas e, portanto, não tinham a menor condição de registrar as receitas. A minha mãe por exemplo, esta longe de ser analfabeta, muito antes pelo contrário! Mas como aprendeu esta receita com a minha avó, me ensinou a prepará-la "no olho".Espero que esta receita fique perpetuada entre nossos filhos e netos,por ser muito saborosa e considerada uma sobremesa tradicional, e apreciada  em muitos estados, e deixo também registrada para os leitores e no meu blog.

5 comentários:

  1. Sou gaúcho e desde criança sempre apreciei esse doce, primeiro feito pela minha mãe e depois minha irmã. Ensinei a receita para minha esposa goiana que a faz com maestria. E assim a cultura culinária brasileira vai se perpetuando...

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    1. Essa é uma receita antiga mesmo , sou de Chapecó-SC minha mãe sempre fazia amooooo

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  2. Comi um Sabayon na França que lembra bastante o Chico Balanceado e falaram que é de origem italiana!

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  3. Obrigada por sanar um duvida de décadas

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